Mostrando postagens com marcador Luiz Fernando Bindi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiz Fernando Bindi. Mostrar todas as postagens

22 de jul. de 2009

Grande Bindi.

Ao Grande Bindi, que há exatamente 1 ano partiu para um plano/ sistema/ céu/ ou seja lá o que a sua fé indicar, mas que com certeza é bom, posto uma foto histórica e que me enche de honra e satisfação por estar presente em meio aos 2 monstros e aos meus caros amigos.


Bindi, eu, Mauro, Fabinho, Gus e Rene - Festa do Ferozes Futebol Clube na Funhouse - Um dia histórico.

5 de dez. de 2008

"Um brinde ao Bindi"

Hoje é aniversário do grande Luiz Fernando Bindi, um dos ilustres que se tornaram membros de honra do FFC. Para ilustrar a data e para que o Bindaço receba nosso abraço, mesmo estando algumas dimensões de distância de nós, vou usar uma frase de outro dos nossos membros de honra, Mauro Beting, vulgo DJ Bombeta.

"Um brinde ao Bindi"

Parabéns, Bindaço ;)

Timaço de bola na festa do Ferozes Futebol Clube.
de pé: Luiz Fernando Bindi, João Paulo Tozo, Mauro Beting, Fabio Brazolin e Gustavo Dean
agachado: Rene Crema

30 de jul. de 2008

Golaço literário VI - FUTEBOL É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS

Futebol é uma caixinha de surpresas, de Luiz Fernando Bindi, pela Panda Books.



Gol de gandula? Sapo enterrado em campo? Jogador japonês na Itália? Como disse o jornalista Benjamin Wright, 'O futebol é uma caixinha de surpresas'. E é exatamente isso que fascina Luiz Fernando Bindi, um fã alucinado por futebol, do tipo que assiste a jogos da Segunda Divisão e sai do estádio todo feliz.


Bindi é o maior colecionador de distintivos do mundo! Estamos falando de um arquivo de cerca de 50 mil emblemas. Mas a paixão vai além de colecionar. Bindi faz questão de saber a origem de cada pequeno detalhe de seus distintivos.


Ele sabe, por exemplo, o que significam aqueles 'coraçõezinhos vermelhos' do Heerevenveen, da Holanda, ou quem foi o índio Colo-Colo, que ilustra o emblema que dá nome ao time chileno.


Por este carinho, e por montes e montes de informações armazenadas e pesquisadas avidamente, Bindi pode ser considerado um arquivo vivo das 'surpresas' do futebol.


Como o comentarista Mauro Beting afirma no prefácio do livro, 'Tem jornalista que consulta o Google, tecla o Yahoo!, vai aos livros. Eu chamo o Bindi'.


No livro 'Futebol é uma caixinha de surpresas', Luiz Fernando Bindi reúne as mais engraçadas e intrigantes curiosidades sobre o futebol mundial. Do técnico que invadiu o campo com seu Jipe atrás do árbitro ao goleiro que fez um lindo gol contra de bicicleta.


Golaço de Pelé ;)


23 de jul. de 2008

“Una Furtiva Lacrima” – Homenagem a Luiz Fernando Bindi.

Luiz Fernando Bindi, João Paulo T. B, Mauro Beting, Fábio B. A, Gustavo D. G e Rene C. (Festa do blog FFC - 04/07/08)




“Una Furtiva Lacrima” – Homenagem a Luiz Fernando Bindi.


Desde criancinha que vivo o futebol, amo esse esporte e admiro quem faz dele uma arte. Através dele e por ele, já chorei, sorri, briguei, perdi o amigo, mas não a piada. Futebol é isso.

O mesmo esporte que nos brinda com ídolos dos gramados, nos oferece a chance de admirar sujeitos que, ao invés de usar os pés para brilhar no esporte, usam o dom da palavra, o dom da teoria, o dom da análise, em cima daqueles, que com os pés, fazem todo esse conjunto de brilhos serem possíveis.

Uma dessas pessoas foi Luiz Fernando Bindi, um sujeito grande, mas acima de tudo, um grande sujeito. Geólogo, mas para o nosso bem, um apaixonado pelo futebol. Mais do que isso, uma enciclopédia ambulante. Difícil encontrar alguém que conheça tantos aspectos do futebol quanto ele. Conhecedor dos grandes duelos travados no Maracanã, em Wembley, mas também na Rua Javari e, possivelmente, no campo de várzea aí próximo a sua residência.

Humilde, Bindi sempre atendeu com a maior atenção possível os chamados, os pedidos de ajuda, as solicitações desse humilde blog.

Particularmente, tive o prazer de manter boas conversas com ele via MSN, até mesmo por telefone, como na ocasião em que liguei e o peguei a caminho do estádio Palestra Itália, no dia da decisão do último Campeonato Paulista e, com a maior cara de pau e com certo nervosismo, pedi para ele colaborar com um texto para minha coluna especial para o provável título do Palmeiras. Incrível, mas Bindi não só aceitou como escreveu um texto lindíssimo.

No último dia 04 de julho, tivemos o prazer de conhecê-lo pessoalmente e, para nos encher ainda mais de orgulho, foi exatamente na festa do nosso blog. Um dia único, memorável. Ao lado de Bindi e Mauro Beting, parecíamos crianças sem saber de que forma agradá-los. Besteira, pois foram eles quem nos agradaram e nos agraciaram com suas presenças.

Segundo o próprio Bindi me confidenciou, aquela era sua primeira balada. Para nos encher ainda mais de orgulho.

Nesta terça-feira, Bindi se foi e claro que a tristeza pelo ocorrido se faz presente, mas ao invés de lamentar a perda, quero exaltar a satisfação de ter tido contato com essa grande pessoa, com esse grande Luiz Fernando Bindi.

Em homenagem a ele, reproduzo abaixo o texto que ele escreveu para ilustrar e abrilhantar a minha coluna dedicada ao título do nosso Palmeiras.


Luiz Fernando Bindi:


“Una Furtiva Lacrima”


De repente, depois de muito tempo de luta, fui convidado para ser comentarista de rádio, um sonho de infância. Quando recebi a escala do meu jogo de estréia, era Palmeiras x Náutico. Todos me falaram: "se segura,hein", "não vai bajular o Palmeiras", "não critica muito pra parecer imparcial", enfim. Eram muitos os alertas.Quando entrei no Palestra Itália por alamedas em respirei quase 30 anos da minha vida, me senti em casa.

Lembranças da minha avó Wally, do meu avô Hernâni, dos meus pais. Nesse estádio, vi vitórias gloriosas como a Libertadores de 99 e o Paulista de 96. Vi tragédias italianas, como a derrota para o XV de Jaú em 85 e para o Vasco na Mercosul. Subi os 4 andares até a cabine da rádio a pé.

Entrei, coloquei os fones. E esqueci para que time eu torci um dia. E assim tem sido, de uma forma deliciosamente fácil. Já fiz vários jogos do Palmeiras e tratei o time de Palestra Itália da mesma forma que tratei os outros times. Nem mais, nem menos.

Hoje, fiz Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta, minha primeira final. Não senti simplesmente nada, como torcedor. Nada. Estive tranqüilo durante toda a partida. Felizmente, para mim, sou mais jornalista que palmeirense. Amo mais o futebol que o Palmeiras.

Como diz meu mestre e amigo (não necessariamente nessa ordem) Mauro Beting, sou um palmeirense jornalista, não um jornalista palmeirense.

De repente, lá pelo fim do jogo, o técnico Wanderley Luxemburgo chama o goleiro Diego Cavalieri, reserva de Marcos. E substitui aquele que considero o melhor goleiro do Brasil em atividade por aquele que considero o futuro melhor goleiro do Brasil. Quando vi Marcão saindo de campo, em respeito aos ouvintes, afastei o fone do ouvido. E chorei uma lágrima. Uma furtiva lágrima.

6 de jul. de 2008

Chazinho de Coca - De ídolo a amigo.

E foi numa já longínqua tarde, que resolvi adicionar Mauro Beting ao meu perfil naquele famoso site de relacionamentos, o tal de orkut. Confesso que não esperava ser aceito, afinal, eu poderia ser mais um pentelho a atormentar a vida desse famoso e respeitado cronista esportivo. Mas me espantei ao verificar que no dia seguinte ele já havia me aceito. Ainda assim eu não apostava muito na possibilidade de ter sido ele mesmo quem aceitou, sabe como é, esse pessoal da mídia é sempre muito ocupado e geralmente possuem assistentes que respondem e-mails ou assumem outras responsabilidades em nome da pessoa.

Pois bem, numa outra ocasião resolvi arriscar e escrevi um e-mail para ele, mais para falar sobre futebol, bem como quem não quer nada. No dia seguinte, lá estava a resposta dele na minha caixa de e-mail. Fiquei ainda mais intrigado, mas ainda incrédulo.

O tempo passou e eu resolvi criar esse blog, junto de mais três xaropes que, assim como eu, gostam de futebol e música. Daí vocês sabem como é, coisa nova, pouco acesso de início, coisa mais focada nos amigos mesmo, mas nós queríamos ir além. Daí pensei: “pô, temos um blog que fala sobre futebol, mas com aquela pegada marota e suingada de quem vive e respira música. Por que não arriscar e convidar o Mauro para conhecer nosso humilde veículo de comunicação, sendo que ele é um cara que está enquadrado perfeitamente no contexto dessa coisa toda?” Eis que me utilizei daquela dose de cara de pau e mandei o convite. E não é que o bichão acessou, leu e comentou? “Caramba, o Mauro Beting perdeu tempo com coisas que nós escrevemos e ainda elogiou. É, acho que podemos ir além”.

Eis que iniciamos as nossas famosas reuniões bloguísticas no AJ e numa delas, resolvemos que seria sensacional realizar uma festa, não só para divulgar, mas também para reunir os ferozes de todos os cantos e fazer aquela folia escutando músicas bacanas, tomando cerveja e falando sobre o futebolzinho maroto e cheio de ginga.

Discussão aqui e ali sobre as atrações, quando surge a idéia de chamar Mauro Beting para ser o dj da noite. Afinal o cara já teve muito contato com o meio musical, com programa na rádio Brasil 2000, dentre outras coisas. Mas daí a acreditar mesmo que poderia rolar, tinha uma distância enorme. Então mandei o convite, meio que esperando uma resposta do tipo “cara, infelizmente o meu trabalho toma muito do meu tempo, então nem rola”. Mas a que veio foi mais ou menos assim “cara, sensacional! Só me avisa a data com antecedência pra eu verificar a agenda de trabalho”.

Fato é que há mais de três meses estamos organizando essa festa, trocando e-mails com Mauro Beting semanalmente.

Data definida, horários estabelecidos, local acertado. Vamos divulgar! Nesse meio tempo tivemos também o prazer de estabelecer contato com Luiz Fernando Bindi, cara sensacional e profundo conhecedor dessa coisa toda que é o futebol.

Pois bem, chegou o dia e por mais que tudo apontasse para uma grande festa, eu ainda estava receoso, afinal meu contato com o Mauro tinha sido esse tempo todo somente via e-mail. Na minha cabeça ficava aquela dúvida “será que é ele mesmo quem responde aqueles e-mails. E se for alguém me sacaneando?” Até que, por volta das 20:30 do dia da festa, verifico em meu celular que tinha uma mensagem gravada. Era Mauro Beting dizendo que chegaria a festa por volta das 23:47.

O resto da história o Fabinho já contou em sua coluna de hoje. O próprio Mauro falou a respeito em seu “blag”. Foi uma grande festa, com Bindi e Mauro nos presenteando com suas ilustres presenças e engrandecendo esse nosso canal de ferocidades, o blog FFC.

Mauro Beting sempre foi referência para nós, uma enciclopédia do futebol, um cara ligado à música e essa festa, não só nos encheu de orgulho, como também serviu para romper essa barreira quase que de fã e ídolo e nos apresentou a um novo amigo.

O blog FFC agradece ao amigo e feroz, Mauro Beting, por tudo o que fez por nós nessa caminhada até aqui.

Agradecemos também ao Mitkus e ao pessoal da Funhouse pelo apoio a nossa festa!

Por que aqui bichão, principalmente aqui, feroz é mato.


Seguem mais fotos da festa:

Mauro Beting, vulgo DJ Cabeleira, João Paulo T. B e a cervejinha marota (patrocínio já!)

Golaço! Dj Mauro vibra e ao fundo, Simiano dos Thundercats só acompanha.


Feroz é mato!



O povo pediu e o DJ Bombeta rolou mais um petardo.


E assim foi!


Grande abraço a todos os ferozes,

4 de mai. de 2008

Chazinho de Coca - Com a palavra - O Palmeirense.

Com a palavra - O Palmeirense.

Nesse dia tão festivo para a Sociedade Esportiva Palmeiras, as palavras deixam de ser minhas e passam ser do palmeirense. Apaixonadamente, segue a palestrinidade,

Fellipe Perini:

Quando nasci o Palmeiras era campeão de tudo e em cima de todos, mas apartir do momento que eu cresci e comecei a entender de futebol e amar de verdade esse esporte, o Palmeiras virou um coadjuvante nas competições e com isso uma fila de anos e mais anos sem um titulo. Agora tivemos o prazer de acabar com essa carga que tanto pesava nas costas palmeirenses. E agora eu posso dizer como é bom ser palmeirense, como é bom fazer parte dessa torcida que canta e vibra. Finalmente o Palmeiras retomou seu caminho como o grande que é, onde merece e sempre esteve no coração de cada palmeirense.

Luiz Fernando Bindi:

Una Furtiva Lacrima

De repente, depois de muito tempo de luta, fui convidado para ser comentarista de rádio, um sonho de infância. Quando recebi a escala do meujogo de estréia, era Palmeiras x Náutico. Todos me falaram: "se segura,hein", "não vai bajular o Palmeiras", "não critica muito pra parecerimparcial", enfim. Eram muitos os alertas.
Quando entrei no Palestra Itália por alamedas em respirei quase 30 anos da minha vida, me senti em casa.

Lembranças da minha avó Wally, do meu avô Hernâni, dos meus pais. Nesse estádio, vi vitórias gloriosas como a Libertadores de 99 e o Paulista de 96. Vi tragédias italianas, como a derrota para o XV de Jaú em 85 e para o Vasco na Mercosul. Subi os 4 andares até a cabine da rádio a pé. Entrei, coloquei os fones. E esqueci para que time eu torci um dia. E assim tem sido, de uma forma deliciosamente fácil. Já fiz vários jogos do Palmeiras e tratei o time de Palestra Itália da mesma forma que tratei os outros times. Nem mais, nem menos. Hoje, fiz Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta, minha primeira final. Não senti simplesmente nada, como torcedor. Nada. Estive tranqüilo durante toda a partida. Felizmente, para mim, sou mais jornalista que palmeirense. Amo mais o futebol que o Palmeiras. Como diz meu mestre e amigo (não necessariamente nessa ordem) Mauro Beting, sou um palmeirense jornalista,não um jornalista palmeirense. De repente, lá pelo fim do jogo, o técnico Wanderley Luxemburgo chama o goleiro Diego Cavalieri, reserva de Marcos. E substitui aquele que considero o melhor goleiro do Brasil em atividade por aquele que considero o futuro melhor goleiro do Brasil. Quando vi Marcão saindo de campo, em respeito aos ouvintes, afastei o fonedo ouvido. E chorei uma lágrima.

Uma furtiva lágrima.


Fabio Angelini:

A felicidade nesse início de ano, tem algo muito maior que o título do Paulistão que há 12 anos não conquistamos.. É a alegria de ver o meu ídolo e São Marcos protetor de volta e em plena forma, a de ver um time competitivo, forte e duro de ser batido, a de torcer para o único time do Brasil que tem um meia esquerda habilidoso e craque como os de antigamente, mas, principalmente, a alegria de exorcizar o "fantasma" do Palestra Itália na vitória inquestionável contra o clube do Jardim Leonor.


Eliana BryKcy:

Ser palmeirense é ter uma paixão e saber que vai durar a vida toda!!!!!!!!!!Explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E para quem não é palmeirense... É totalmente impossível!



Viviane:

Honey, aqui está o "testiculo":Depois de 12 anos esperando para ver a taça ser nossa outra vez,Depois de 12 horas na fila esperando pra tentar comprar um ingresso,Acho que só preciso de 5 linhas para descrever esse momento...
1X0
2X0
3X0
4X0
5X0
PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ!!!!!!!


Claudinho:

Um pouco acostumado com a espera mas nunca perdendo a paixão pelo clube, desde que nasci o meu palestra, paixão herdada de meu avô, já estava na fila. Espera que foi quebrada em 1993 quando com um fabuloso time e uma seqüência de títulos o Palmeiras se mostrou imbatível. Agora após mais alguns anos de espera, novamente estamos onde merecemos, no Primeiro lugar! É muito bom ver de novo meu Palmeiras merecidamente campeão Paulista ! Parabéns Verdão!


Mauro Beting:

Foi num 3 de setembro que chorei a dor de um amor partido: partiam Luís Pereira e Leivinha para o Atlético de Madri. A segunda academia palmeirense estava sendo desmontada, em 1975; foi num 3 de setembro que perdi a voz e a esperança: o Palmeiras perdeu para a Inter de Limeira o SP-86; foi num 3 de setembro que perdi a voz e ganhei outro amor eterno: nasceu meu Luca, em 1998, três anos antes do Gabriel, outro palestrino de DNA.

Aprendi cedo que o amor é incondicional. O de um time de futebol é como o de pai. O seu filho pode fazer o que for, pode se perder pela vida, que você já ganhou a sua desde o primeiro chute – na barriga da mãe. Um dos primeiros chutes do Luca foi com o Oséas, na final da Copa do Brasil-98. Aquele balaço infantil que deu o título ao Palmeiras. Três dias antes de sabermos que aquela criança se chamaria Luca, e não Giovanna – e quase virou Oséas...

O Luca nasceu campeão da Copa do Brasil, e, com três meses, já ganhava no berço a faixa de campeão da Mercosul-98, e um macacão assinado por todo o time, que tinha dado para o avô por agradecimento a uma palestra dada ao elenco antes da decisão com o Cruzeiro. Não tinha um ano e ganhou a faixa de campeão da Libertadores-99. Com menos de dois, acordou chorando com o pai berrando o pênalti que Marcos defendeu na Libertadores-00. Ele mal sabia, mas já não dormia por causa de vitórias e títulos palmeirenses.

Quando Luca e o pai ainda não conheciam a maravilhosa mãe e mulher que tinham, eu tive a estúpida idéia de só estreá-lo no Palestra num jogo contra um time fraco. Para não dar erro. Quem mandou desacreditar do campeão do século 20? Tanto torci por um rival frágil que meu filho estreou nos campos num jogo da Série B, em 2003...

Mas ele já sabia que amar não exige vitória. Pede apenas amor. Apenas que a gente entre em campo e jogue pelo time quando os jogadores não conseguem jogar pela gente. Foi o que fizemos na Série B, em 2003. Fomos campeões. E voltamos a ser o que sempre fomos. Time e torcida de primeira. Como ele, Luca, do baixo de seus quatro anos, ficou a semana toda do rebaixamento contra o Vitória, em 2002, com as três camisas do Palmeiras que tinha. O pai envergonhado mal conseguia trabalhar, e o filho vestindo verde com o orgulho que nenhum torcedor pode perder. Mesmo se o time seja vergonhoso como a diretoria que o montou.

O Luca que esteve ontem no Palestra era o segundo menino mais feliz que vi no estádio – junto com milhares de crianças verdes pelo país. Mas eu conheço muito bem um menino um tanto mais velho que não sabe escrever o que é ser pai de um menino campeão pela primeira de muitas vezes.

Para fazer o Palestra ser campeão como Palmeiras era preciso resgatar uma bandeira. Craque que fez a América e foi Verdão até na Série B. Marco singular, mas com nome no plural. Também por ser um camisa 1 que veste a número 12. Talvez por tantas vezes jogar por todos os 11, e de sempre torcer como todos os tantos que jogam nas arquibancadas.

Sua santidade Marcos, o anjo-guardião palmeirense, depois de 11 meses parado, voltou à meta na derrota para o Guará. Nem ele achava que fosse a hora certa. Mas foi ganhando condição de jogo. Com ele, todo o Palmeiras. Foram oito vitórias seguidas até a derrota para os pés e mãos são-paulinos. A virada com todo o gás se deu em casa. No palco da confirmação do 22º. estadual contra a brava Ponte Preta.

Com a melhor campanha e o melhor ataque, o melhor time deu a última volta olímpica estadual no velho Palestra. Ele será reformado para em breve sediar os jogos de um antigo campeão. De espírito jovem como o vovô Marcos que ergueu a taça que ficou em ótimos pés. E que tanto merecia ser erguida pelas melhores mãos.




João Paulo T. B.

Eu tinha 14 anos naquele 12 de junho de 1993. Eu não tinha uma namorada, mas eu já tinha um amor imenso.

Para mim era complicado entender o que fazia a molecada da minha idade vestir a camisa de seus times e comemorar campeonatos, me azucrinar por ser o único "parmeirense"( como dizia meu saudoso avô) da turma, e pior, insistir naquele clube que durante toda minha vida jamais me dera uma razão pra me sobressair perante meus amigos. É, eu fui motivo de chacota por longa data.

Em 1986 eu era bem criança, mas tenha sido, talvez, o momento onde minha palestrinidade tenha sido inserida definitivamente em minha alma. Foi a única vez que acompanhei uma decisão do Palmeiras ao lado do sujeito que me transformou nesse ser Palmeirense – meu Pai.

Hoje, dia 04 de maio de 2008, mais uma vez me enxerguei naquela situação de fila. Ao contrário da outra, nessa eu sofri com o rebaixamento, com eliminações e derrotas vexatórias. Mas ao final, o Palmeiras não me trouxe apenas a satisfação de ser novamente campeão, e ao ver aquele rapazote de 16 anos me abraçar e soltar algumas lágrimas, gol após gol, exatamente igual a mim naquele 12 de junho de 1993 senti que assim como meu pai fez comigo, hoje eu inseri no coração desse rapazinho, meu sobrinho, a essência do que é ser um torcedor de futebol, do que é ser um palmeirense.

Como já diria Moacir Franco em seu clássico O Amor é Verde, por ser palmeirense – “...todo dia eu sou campeão”.

José Silvério fez a minha trilha sonora nesse dia tão feliz.

Abraços, meus queridos!