Em um país de memória tão fraca, o Museu do Futebol é mais do que necessário - parte II
Na sala do Rei
Pois bem, lá estava eu começando a ver a exposição sobre Pelé. Qualquer um que goste de futebol no Brasil pode pensar "mas há algo sobre Pelé que já não tenhamos visto?". A exposição do Museu conseguiu mostrar que há sim e, mais importante, nunca é demais rever o que já conhecemos.
Belamente construído, o espaço é a reunião de imagens, fotos e artefatos de todas as épocas da vida do Rei. Desde a caixa de sapateiro e o cofrinho de sua infância até as coroas, cetros e troféus que recebeu de diversas autoridades mundiais. Tudo diretamente dos arquivos de Edison Arantes do Nascimento, além de objetos de outros colecionadores.
Camisas, toalhas, malas, carteirinhas de atleta... uma riqueza sem tamanho! Nas telas, vídeos com o gol mil, o mais belo gol que não foi (aquele drible de corpo em cima de Mazurkiewicz), passes, dribles, tudo que faz de Pelé o rei do futebol. Ao fim, um levantamento de todas as suas conquistas, bem como todos os números de sua carreira.
Não há como passar pela exposição e sair incólume. Confesso que derramei algumas lágrimas frente a alguns itens à mostra...
Pois bem, depois desse começo, era hora de ver o que o acervo permanente do Museu tinha para oferecer...
(não perca a continuação amanhã!)
a Bola de Ouro
Santos - década de 60
"tem um menino aqui na Rua Javari..."
camisa de Pelé da época do Atlético de Bauru
7 de out. de 2008
La Mano de Dios - Em um país de memória tão fraca, o Museu do Futebol é mais do que necessário - parte II
La Mano de Dios - Em um país de memória tão fraca, o Museu do Futebol é mais do que necessário
Em um país de memória tão fraca, o Museu do Futebol é mais do que necessário
Estive no Pacaembu sábado. Cheguei cedo, 9:30 da manhã, pois não queria controlar minha ansiedade (que já era muita) numa fila para entrar no museu, que só abria às 10:00. Bem, chegar mais cedo foi gratificante, pois as belezas do Museu do Futebol já começam na fila: em que outro lugar você hoje em dia conversaria com um completo estranho? Digo conversa mesmo, um bom papo, espontâneo. Pois é, no Museu do Futebol a coisa funciona assim: chegou e tem fila? Não se aflija, vá batendo um papinho sobre o jogo, os times, o campeonato e você nem vê o tempo passar.
Bem, logo estava na minha vez de comprar o ingresso, a beleza de R$ 6,00. Paguei R$ 3,00 com minha carteirinha de estudante e às 10:05 passava pelas portas para ver o que me esperava. O saguão de entrada por si só já vale a visita. Fotos, pôsteres, bandeiras, flâmulas, escudos de times e imagens do futebol brasileiro, cobrindo as paredes, do chão até o teto.
As paredes do hall de entrada
Detalhes do hall de entrada
Bem, era hora de começar a visita. Logo no térreo abriam-se as portas das salas que abrigavam a exposição temporária. Até dezembro, é Pelé, sua vida e sua obra que ocupam essas salas. Era como visitar os salões de um castelo e ver as jóias da rainha. Nesse caso, do Rei. E lá vamos nós...
(ficou curioso? Amanhã mais fotos e o relato da visita à sala do Rei)